domingo, 23 de dezembro de 2007


Carmem Seculare - Horácio





Phoebe siluarumque potens Diana,
lucidum caeli decus, o colendi
semper et culti, date quae precamur
tempore sacro,



5 quo Sibyllini monuere uersus
uirgines lectas puerosque castos
dis, quibus septem placuere colles,
dicere carmen.



Alme Sol, curru nitido diem qui
10 promis et celas aliusque et idem
nasceris, possis nihil urbe Roma
uisere maius.



Rite maturos aperire partus
lenis, Ilithyia, tuere matres,
15 siue tu Lucina probas uocari
seu Genitalis:



diua, producas subolem patrum
queprosperes decreta super iugandis
feminis prolisque nouae feraci
20 lege marita,



certus undenos deciens per annos
orbis ut cantus referatque ludos
ter die claro totiensque grata
nocte frequentis.



25 Vosque ueraces cecinisse,
Parcae,quod semel dictum est stabilisque rerum
terminus seruet, bona iam peractis
iungite fata.



Fertilis frugum pecorisque Tellus
30 spicea donet Cererem corona;
nutriant fetus et aquae salubres
et Iouis aurae.



Condito mitis placidusque telo
supplices audi pueros, Apollo;
35 siderum regina bicornis, audi,
Luna, puellas.



Roma si uestrum est opus Iliaque
litus Etruscum tenuere turmae,
iussa pars mutare Lares et urbem
40 sospite cursu,



cui per ardentem sine fraude Troiam
castus Aeneas patriae superstes
liberum muniuit iter, daturus
plura relictis:



45 di, probos mores docili iuuentae,
di, senectuti placidae quietem,
Romulae genti date remque prolemque
et decus omne;



quaeque uos bobus ueneratur albis
50 clarus Anchisae Venerisque sanguis,
impetret, bellante prior, iacentem
lenis in hostem.



Iam mari terraque manus potentis
Medus Albanasque timet securis;
55 iam Scythae responsa petunt, superbi
nuper et Indi;



iam Fides et Pax et Honor Pudorque
priscus et neglecta redire Virtus
audet apparetque beata pleno
60 Copia cornu;



augur et fulgente decorus arcu
Phoebus acceptusque nouem Camenis,
qui salutari leuat arte fessos
corporis artus,



65 si Palatinas uidet aequus arces,
remque Romanam Latiumque felix
alterum in lustrum meliusque semper
rorogat aeuum;



quaeque Auentinum tenet Algidumque,
70 quidecim Diana preces uirorum
curat et uotis puerorum amicas
applicat auris.



Haec Iouem sentire deosque cunctos
spem bonam certamque domum reporto,
75 doctus et Phoebi chorus et Dianae
dicere laudes.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Calendário Egípcio

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=42236907

O calendário Egípcio

O sábio Imhotep inventou o calendário egípcio, no ano 2769 antes de Cristo, que era parecido com o que usamos hoje. O ano egípcio iniciava quando a estrela Sírius surgia no horizonte de Mênfis, a cidade dos primeiros faraós, e que no nosso calendário corresponde ao dia 16 de julho. A partir do calendário de Imhotep, os astrólogos egípcios criaram um Zodíaco divido em 12 signos, correspondentes aos doze meses do ano. Cada signo é representado por um deus; cada divindade regendo durante um tempo e vibrando suas características próprias sobre as pessoas nascidas sob um determinado signo.A Magia da Civilização Egípcia é especial e única no mundo. Seus conhecimentos sobre o mundo dos mortos e dos mistérios dos céus, tornaram os egípcios os verdadeiros precursores da Era de Aquarius. Afinal, o nascimento do Egito ocorreu num signo de AR, assim como a Era na qual estamos entrando agora.
Fonte: Flôr-de-Lótus - Comunidade Orkut Calendário Egípcio
A origem do nosso calendário (gregoriano)


Até o século VI os anos ainda não eram numerados a partir do nascimento de Cristo, como hoje. O marco inicial do tempo nessa época era a data da posse do imperador romano Diocleciano, que se deu no ano 284 de acordo com a cronologia atual. Porém, Diocleciano havia sido um feroz perseguidor de cristãos (costumava jogar aos leões). O abade Dionísio, o Exíguo (500 -560), ou o pequeno Dionísio como queira, decidiu que o sanguinário governador não merecia a honra de dar início ao calendário. Em 525, resolveu que em sua contagem o ano 1 seria o do nascimento de Jesus.
Para descobrir quando isso aconteceu, Dionísio partiu de um episódio marcante - a fundação de Roma -, cuja data estava registrada nos arquivos da cidade. Depois ele encontrou a duração de todos os reinados romanos desde essa época. Assim, o primeiro passo do abade foi adicionar todos esses períodos, verificando que tinham se passado 726 anos desde a fundação da cidade até a posse do imperador Augusto. Esse número era importante porque, segundo os dados levantados por Dionísio, Jesus havia nascido 27 anos depois dessa posse, durante o período em que Herodes governou a Palestina. Fazendo a soma, o abade concluiu que o nascimento ocorrera 753 anos após o surgimento de Roma.
Essa data foi a que ele adotou como marco inicial do seu calendário. Estaria tudo bem se Dionísio não tivesse cometido um deslize. Ele provavelmente deixou de contar um período de quatro anos durante o qual o imperador Augusto governou com seu nome de batismo, Otávio, entre 21 e 31 a.C. - explica o astrônomo e matemático Othon Winter, da USP, autor do livro “Fim do Milênio”.
Os pesquisadores desconfiaram do engano porque, segundo a Bíblia, Herodes tentou matar Cristo quando esse ainda era bebê, embora muitos historiadores duvidem dessa narrativa evangélica, pela simples razão de que o assassinato de todos os bebês da Judéia de uma época seria um crime grande demais para não ser mencionado por nenhuma outra fonte além da Bíblia. Ao mesmo tempo, o historiador judeu Flavius Josephus (37 - 100) diz que o famigerado Herodes morreu no mesmo mês de um eclipse lunar que, para os astrônomos ocorreu com toda certeza em 4 a.C. Então é claro que Cristo tem que ter nascido antes do ano 4 a.C.
De uma maneira ou de outra, aos poucos o calendário de Dionísio ganhou aceitação popular e por volta do ano 1000 já tinha se espalhado por toda a Europa. Em 1582, quando foi sancionado pelo papa Gregório XIII, no calendário gregoriano que usamos até hoje, o seu erro foi oficializado.


O dia de Natal também esta errado


A data 25 de dezembro só foi instituida por conveniência política, pois a Bíblia não diz em nenhum lugar quando nasceu Jesus Cristo. Sem a data correta diversas regiões da Europa e do Oriente Médio escolheram dias diferentes para comemorar o Natal, embora mais tarde aderissem à orientação romana. Assim a festa era em 19 de novembro no Egito, 20 de maio na Palestina e 6 de janeiro na Etiópia, onde continua em vigor.
Não se sabe o motivo dessas opções, a não ser no caso em que a data tornou-se a mais popular o 25 de dezembro: esse era o dia festejado pelos romanos como aniversário do deus persa Mitra, que não tem nada a ver com o cristianismo, mas era muito popular naqueles tempos. Como Roma era a capital do mundo à época , sua data se impôs, prevalecendo até hoje. Vencida pelos fatos a Igreja (Católica Romana) a adotou oficialmente em 440. Em vez de combater o ritual pagão, os bispos o incorporaram - conta o historiador Edgard Leite, da UFRJ
Manifesto pela História

Julio Cesar Polli – História (Unijales) *

Quando Sócrates passava pelo pórtico do templo de Delfos leu: “Conheça-te a ti mesmo”, então, assimilou e propagou o sábio conselho por entender que o verdadeiro conhecimento somente poderia ser adquirido por si só através de uma busca intima e constante. Assim se apresenta hoje os estudos de História, “... a História resposta às questões que o homem de hoje se coloca necessariamente. Explicação de situações complicadas, no meio das quais ele se debatera menos cegamente se conhecer a origem delas (1)”. A História que não é acabada, mas que nem por isso desinteressante, pelo contrário, fascinantemente enigmática e problemática.
Científica e filosófica, a História abraça todos os ramos do saber sem dispensar a colaboração de nenhuma disciplina, tudo empenhado na tarefa de fazer o Homem compreender-se, educar-se, de buscar hoje respostas, sugestões, conclusões não acabadas no passado, sempre revirando os arquivos, a memória, os livros, todos os lugares. Sim, a História é mais interessante do que pensávamos.
Porque estudar os mortos? Porque se preocupar com coisas que já passaram? -questionam alguns menos esclarecidos. A resposta vem da frase do professor Oliveira França: “... o historiador estuda os mortos não para conhecer a morte, o passado, mas para conhecer a vida, o presente”. Para quem pense que o curso de História é monótono, parado, cheirando velho ou cheio de “teias de aranhas”, esqueça, essa imagem arcaica de museus sombrios e de historiadores esquisitos só existe no imaginário holywoodiano. Na prática o curso de História é muito dinâmico, cheio de desafios e possibilidades cujo limite somente o próprio estudante e pesquisador pode estabelecer.
É interessante observar as diferentes maneiras como a História foi escrita. Se analisarmos todos os livros até hoje escritos sobre a História do Brasil, por exemplo, veremos a variedade de interpretações sobre um mesmo fato. Seja cavoucando a terra ou internado numa biblioteca, o pesquisador não se limita a uma única fonte. Necessariamente deverá buscar o máximo possível de quantas fontes dispuser. Por isso que o conhecimento Histórico sempre se refaz, pois novas descobertas arqueológicas, novas técnicas inventadas podem confirmar ou derrubar uma tese já estabelecida.
Contudo a História apesar da diversidade de análises, continua a ser tratada de forma tradicional: baseada na decoração de fatos desconexos e desinteressantes, giz e longas explanações dos professores. Ao invés de mostrar a beleza que o auto-conhecimento pode proporcionar, cria-se mesmo uma repulsa a História. O tiro dado pela ditadura militar na juventude brasileira da década de 60 e 70, acertou-nos em nossa geração. Somos hoje a simples confirmação do sucesso da política romana adaptada “a brasileira” do panes et circus.
A verdadeira aula de História devera ser aquela que leva o aluno ou simplesmente um ouvinte a viajar pelo imaginário, saindo mentalmente da sala de aula, é a aula que faz o aluno demorar a dormir porque fica pensando no que foi dito na classe ou fora dela. È a aula que tem confrontação de opiniões, dúvidas, porque sem dúvidas não há o conhecimento. História é para quem tem sede de saber.
Por isso convido aqueles que possuem esse perfil a integrarem as fileiras da construção do conhecimento. Que optem pelo curso de História aqueles que gostem de desafios e que não aceitam verdades absolutas, dogmas, conhecimentos imutáveis, pois admitir a existência de tais “conhecimentos” seria decretar a ignorância do Homem. Deus nos fez perfeitos e inteligentes o suficientes para buscarmos a resolução dos problemas que nos mesmos criamos. Façamos História então...

(1) FEBVRE, Lucien.”Face ao Vento. Manifesto dos Novos Anais”. In: Combates pela História, 2. ed., Paris, A. Colin, 1965. pág. 43)
* texto originalmente publicado no FAZENDO HISTÓRIA - jornal do curso de História da UniJales, ano IV, 12ª ed. setembro de 2005 pág. 08.

Os nomes dos meses





Os nomes dos nossos meses nasceram no calendário romano. Mas a ordem era diferente:
o ano em Roma começava em 15 de março - na primavera européia - e terminava em fevereiro. Martius, vinha de Marte, deus da guerra; Aprilis, do verbo aperire, abrir, referido às flores que se abrem na primavera; Maius, de Maia, deusa da floração, a quem se dedicavam sacrifícios nessa época do ano, para garantir boas colheitas; Junius, de juniores, os jovens, porque nesse mês acontecia a festa da juventude (há quem diga que o nome deriva de Juno, uma das principais divindades greco-romanas); Julius, em homenagem a Júlio César (antes dele, e até 44 a.C., o mês chamava-se Quintilis); Augustus, em honra ao Imperador Augusto (antes dele, e até o ano 8 a.C., chamava-se Sextilis); September de septem, sete (7º mês); October, de octo, oito (8º mês); November, de novem, nove (9º mês); December, de decem, dez (10º mês); Januarius, de Janus, deus de duas faces; Februarius, de februus, um meio de purificação utilizado na época.

(Conhecer. Dicionário Enciclopédico Vol. 1 São Paulo. Abril Cultural. 1969. p. 281)

Martius - 15 de março - início do ano novo romano
Aprilis
Maius
Junius
Julius
Augustus
September
October
December
Januarius
Februarius

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Luces Legati

Em latím significa "mensageiro da luz". Claro, não me considero alguém superior ou melhor que ninguém, esse título, meramente simbólico, significa que estou a trabalho da "Luz" e por isso a pretensa ambição de ser um singelo mensageiro.

Quero ocupar-me de preferencia por assuntos relacionados a História Antiga, o que não signifca descartar outros temas e assuntos. Tudo porém em nome da interdisciplinaridade.